Para enfrentar o desafio do atendimento aos usuários de drogas, compreendemos que é importante que os três níveis da rede de saúde trabalhem integrados. O primeiro nível é a Atenção Básica ou Primária, que é a porta de entrada do sistema de saúde . “Ela é articulada através das equipes de Estratégia Saúde da Família e Unidades Básicas de Saúde. Nos municípios em que não há uma boa cobertura do ESF, não há boas respostas para a Saúde Mental. Então, o primeiro desafio é aumentar essas equipes”.
Os indicadores mostram que vem aumentando o número de pessoas dependentes de álcool (aquelas que têm abstinência, bebem mais de 20 dias por mês, consomem mais de cinco doses por vez e se envolvem em situações de risco quando bebem). Esse número já chega a 12% da população, segundo inquérito feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp). “Esses 12% vão aparecer na Atenção Primária ou como alcoolismo ou com outras consequências, como hipertensão, problemas hepáticos, entre outros. Então, quem trabalha com Atenção Básica também trabalha com álcool e drogas”.
A Atenção Secundária concentra os serviços mais especializados, como os ambulatórios e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Os Caps estruturam e organizam as possibilidades da Saúde Mental e têm forte articulação com a Atenção Básica. Atualmente, existem 1.513 Caps no Brasil. Há ainda os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf)), que hoje são 900 no país, sendo que 300 fazem atendimento de Saúde Mental.
O último nível é o Terciário, composto pelos hospitais, clínicas e comunidades terapêuticas; onde se fazem as internações. “É preciso ter um lugar para a internação dessas pessoas, mas não se pode achar que isso resolve o problema. Essa intervenção tem que ser feita quando for necessária, mas é fundamental que haja continuidade no tratamento, com o acompanhamento do paciente e de sua família. As vagas são necessárias, mas o atendimento não pode se restringir ao nível terciário. O desafio é fazer os três níveis conversarem entre si e funcionarem de forma eficiente dentro do território".
No caso dos adolescentes usuários de drogas, que são encaminhados para instituições socioeducativas, o desafio é ainda maior. “O caso dos adolescentes é mais complicado porque eles precisam de um acompanhamento. O ideal é que não fossem para o sistema socioeducativo, que houvesse uma intervenção de política pública antes, mas o que acontece, na realidade, é que a internação é a primeira forma de tratamento que esses adolescentes recebem”. Para nós “o que se chama de sistema socioeducativo, na verdade, é algo semelhante a uma prisão; tem popuca diferença. No Rio de Janeiro, atualmente, existem mil adolescentes cumprindo pena por tráfico, são as chamadas socioeducativas, que de educativas nada têm”. Ainda falta a sensibilidade em envolver instituições com capacitação técnica, que apresentam trabalhas referenciados em resultados expressivos na recuperação de adolescentes, sem que os mesmos sejam institucionalizados.
Os indicadores mostram que vem aumentando o número de pessoas dependentes de álcool (aquelas que têm abstinência, bebem mais de 20 dias por mês, consomem mais de cinco doses por vez e se envolvem em situações de risco quando bebem). Esse número já chega a 12% da população, segundo inquérito feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp). “Esses 12% vão aparecer na Atenção Primária ou como alcoolismo ou com outras consequências, como hipertensão, problemas hepáticos, entre outros. Então, quem trabalha com Atenção Básica também trabalha com álcool e drogas”.
A Atenção Secundária concentra os serviços mais especializados, como os ambulatórios e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Os Caps estruturam e organizam as possibilidades da Saúde Mental e têm forte articulação com a Atenção Básica. Atualmente, existem 1.513 Caps no Brasil. Há ainda os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf)), que hoje são 900 no país, sendo que 300 fazem atendimento de Saúde Mental.
O último nível é o Terciário, composto pelos hospitais, clínicas e comunidades terapêuticas; onde se fazem as internações. “É preciso ter um lugar para a internação dessas pessoas, mas não se pode achar que isso resolve o problema. Essa intervenção tem que ser feita quando for necessária, mas é fundamental que haja continuidade no tratamento, com o acompanhamento do paciente e de sua família. As vagas são necessárias, mas o atendimento não pode se restringir ao nível terciário. O desafio é fazer os três níveis conversarem entre si e funcionarem de forma eficiente dentro do território".
No caso dos adolescentes usuários de drogas, que são encaminhados para instituições socioeducativas, o desafio é ainda maior. “O caso dos adolescentes é mais complicado porque eles precisam de um acompanhamento. O ideal é que não fossem para o sistema socioeducativo, que houvesse uma intervenção de política pública antes, mas o que acontece, na realidade, é que a internação é a primeira forma de tratamento que esses adolescentes recebem”. Para nós “o que se chama de sistema socioeducativo, na verdade, é algo semelhante a uma prisão; tem popuca diferença. No Rio de Janeiro, atualmente, existem mil adolescentes cumprindo pena por tráfico, são as chamadas socioeducativas, que de educativas nada têm”. Ainda falta a sensibilidade em envolver instituições com capacitação técnica, que apresentam trabalhas referenciados em resultados expressivos na recuperação de adolescentes, sem que os mesmos sejam institucionalizados.
Falaremos mais sobre o assunto.
Carlos Mega

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